segunda-feira, 2 de março de 2009

American Idol

Sabe como muita gente tem vergonha de dizer que acompanha reality shows? Pois é, eu sou uma dessas pessoas. Afinal, dizer por aí publicamente que a gente gosta de ver a vida dos outros faz a gente parecer o tipo de pessoa que não tem nada para fazer. O reality mais famoso aqui no Brasil, o Big Brother, não ajuda muito a tirar a má impressão. Desculpem-me as milhões de pessoas que assistem e gostam (aliás você, aluno e/ou leitor, que gosta do programa está convidado a discordar), mas eu não gosto. Acho um desaforo aquele pessoal ficar famoso e às vezes até rico sem fazer nada de útil.

O caso é que a minha mais nova mania está me obrigando a rever meu posicionamento em relação aos realities: tem alguns muito legais, sim. Eu gosto daqueles que promovem algum tipo de melhoria na vida da pessoa (Extreme Makeover, Esquadrão da Moda) ou aqueles em que há uma competição onde as pessoas mostram seus talentos (America's Next Top Model, Brazil's Next Top Model, American Idol). Pretendo escrever sobre todos os exemplos citados, mas para inaugurar a categoria Reality Shows do blog escolhi a minha mais nova paixão: American Idol.

Vocês conhecem o formato: o Fama, antigo programa da Angélica, foi o primeiro a tentar engrenar no molde, mas não durou muito. Anos depois, o SBT lançou o programa Ídolos, mais semelhante ao original, mas bem menos interessante, entretanto. Atualmente, creio, esse programa está na Record.

Bom, para quem não conhece, é assim: tem um apresentador, jurados e cantores amadores que concorrem, primeiro passando pelo crivo dos jurados e depois pelo voto do público, a um contrato com uma gravadora. Mesmo para quem não ganha, a visibilidade que alcançam estando entre o 12 melhores (Top 12), na maior parte das vezes rende alguma coisa. Lembra daquela música "because of you, I never stray too far from the sidewalk..."? Aquela que tocou em uma novela? Pois é, para quem conhece, a cantora Kelly Clarkson foi a vencedora da primeira temporada. Lá também começaram várias pessoas famosas. Alguém já viu o filme Dream Girls? A atriz/cantora que ganhou o Oscar por esse filme, Jennifer Hudson, começou no AI. Há outros casos também, mas vamos apresentar o povão que aparece todo ano.




O loirinho à direita é o apresentador Ryan Seacrest, uma versão 4.0 do Celso Portioli. Ele é mais bonito, mais divertido, muito mais legal, com uma aparência bem mais cool, mas ainda tem aquela pequena pitada de cafonisse que todo apresentador precisa. Na outra ponta está o inglês Simon Cowell, o jurado bicho-papão. Simon é completamente mal-humorado e impiedoso e não tem papas na língua na hora de esculachar os candidatos, principalmente quando realmente tem poder de veto que é durante as audições. As audições são os testes que peneiram os milhares em poucas dezenas. Durante essa fase do programa é quando aparecem aqueles doidos que só querem aparecer na TV ou aqueles mais doidos ainda que acham que cantam, mas parecem mais um saco cheio de gatos brigando. Nessa época, Simon vai à loucura e é a parte engraçada do programa.

A mulher é a ex-cantora Paula Abdul, que na maior parte do tempo se derrete em elogios para quem merece e para quem não merece também e durante as audições é quem se solidariza com os doidinhos e tempera um pouco a maldade do Simon.

No meio de tudo isso, assim como na foto, fica Randy Jackson (primo do ator Samuel L. Jackson), que às vezes vai para o lado da Paula, às vezes para o do Simon e nas raras vezes em que os dois estão do mesmo lado, Randy discorda! Ele é o mais engraçado falando um monte de gírias e usando roupas coloridas e brilhantes, mas me parece que é quem entende mais de música.

Nesse ano, na oitava temporada, uma das novidades é uma quarta jurada: outra ex-cantora, Kara Dioguardi, um acréscimo interessante, porque só a Paula de mulher estava meio desequilibrado. Kara, até agora, tem brigado bastante com o Simon, teve um episódio de quase atracamento com uma das concorrentes, a deplorável Bikini Girl, e mantém opiniões muito parecidas com as do Randy. Dizem as más línguas que os produtores estão se preparando para a saída de Paula que, vez ou outra, aparece bêbada. Então Kara seria uma espécie de step. Eu espero que não.

Depois das audições, tem a chamada Semana de Hollywood em que as poucas dezenas de aprovados passam por uma maratona de apresentações para serem reduzidos a um número cada vez menor. Nos anos anteriores havia o Top 24 em que o público eliminava 4 concorrentes por semana até chegar a 12 e depois disso, eliminava-se um por vez até a dupla da final. Esse ano, as coisas mudaram um pouco: há 3 grupos de 12, o público escolhe 3 de cada grupo e depois os jurados escolhem os outros 3. Super drástico!

Lá nos EUA, o programa é um dos mais assistidos, o público vota aos milhões e a final é uma super produção em que artistas consagrados se acotovelam para aparecer. Na final da sétima temporada, por exemplo, apareceram nomes consagrados como os cantores George Michael e Bryan Adams, a banda top de linha do rock, ZZ Top, e o comediante Mike Myers (que faz o Austin Powers e a voz do Shrek em inglês). Para o público norte-americano, é como se tivesse a final do Big Brother e o ùltimo capítulo da novela no mesmo dia!

No momento em que estou escrevendo, já foram definidos 6 dos Top 12. Há algumas pessoas interessantes, como o emo gritador com um imenso alcance vocal, Adam Lambert, a menina de 16 anos que deu um banho em todo mundo com sua performance de um clássico dos anos 80, Allison Iraheta, e o trabalhador de plataforma de petróleo e pai de família, Michael Sarver. Esse último surpreendeu muita gente, mas não a mim. É que apesar de sua apresentação não ter sido especialmente boa, Michael esbanja simpatia e tem cara de vizinho, sabe daqueles que é pau para toda obra? Com toda a sua humildade, carisma e aquele jeitinho de chamar os jurados de "senhor" e "senhora", eu acho que o público viu nele a essência do programa: a ideia de que dentro do nosso colega de trabalho, do nosso vizinho, da manicure, do garçom, pode ter uma estrela!

Eu estou que nem criança esperando pelo Natal. Não vejo a hora de começar o Top 12. No fim de semana, os meus episódios de American Idol são sagrados, tipo aquelas velhinhas que não perdem um capítulo da novela nem por decreto!

Por enquanto estou apostando na Allison e tem outras pessoas bem legais também, mas ninguém que chegue aos pés do vencedor da temporada anterior, David Cook. Mas essa é uma história para a próxima postagem.




Adam Lambert, Allison Iraheta e Michael Sarver.




O programa está na oitava temporada e é exibido no Brasil pelo canal Sony com poucos dias de diferença da exibição original no EUA. As apresentações estão sendo aos Sábados, às 18h. e os resultados aos Domingos, às 19h. Mas para quem não tem Canal Sony dá para dar download da temporada atual e das antigas com legendas. Você também pode encontrar várias apresentações no You Tube, mas aí os comentários dos jurados estarão em inglês. Mesmo assim, vale a pena! Minhas sugestões: procure por David Cook, Michael Johns e Chris Daughtry.

























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