sexta-feira, 26 de junho de 2009

Como nossos pais - Elis Regina

Agora que aprendi a postar arquivos de áudio, decidi iniciar uma nova categoria que vou chamar de Rádio Blog. É o seguinte, de tempos em tempos vou postar músicas, suas letras e, quando necessário, suas traduções.
Brasileiras ou estrangeiras, antiquíssimas ou saídas do forno, de MPB a heavy metal, pelo menos uma única coisa elas terão em comum: eu sou apaixonada por elas.
Para começar em grande estilo, escolhi a música "Como nossos pais", composta por Belchior e cantada por Elis Regina, a voz feminina mais bonita e poderosa do Brasil.
Na minha interpretação, essa música fala sobre como sempre nos achamos melhores e mais preparados para enfrentar o futuro do que os mais velhos, mas acabamos repetindo os mesmos erros do passado. Claro que dentro do contexto da ditadura em que a música foi escrita, a interpretação seria diferente: um "presta atenção" aos jovens para que se levantassem contra a repressão, talvez. Veja se a sua interpretação é diferente e mande pra mim. Segue a música e a letra:



Não quero lhe falar, meu grande amor
Das coisas que aprendi nos discos
Quero lhe contar como eu vivi
E tudo o que aconteceu comigo
Viver é melhor que sonhar
E eu sei que o amor é uma coisa boa
Mas também sei que qualquer canto
É menor do que a vida
De qualquer pessoa
Por isso cuidado, meu bem, há perigo na esquina!
Eles venceram e o sinal está fechado pra nós
Que somos jovens
Para abraçar seu irmão e beijar sua menina na rua
É que se faz o seu braço, o seu lábio e a sua voz
Você me pergunta pela minha paixão
Digo que estou encantado como uma nova invenção
Eu vou ficar nesta cidade
Não vou voltar pro sertão
Pois vejo vir vindo no vento
O cheiro da nova nova estação
Eu sei de tudo na ferida viva do meu coração
Já faz tempo eu vi você na rua cabelo ao vento gente jovem reunida
Na parede da memória essa lembrança é o quadro que dói mais
Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo que fizemos
Ainda somos os mesmos e vivemos
Como nossos pais
Nossos ídolos ainda são os mesmos e as aparências não se enganam, não
Você diz que depois deles não apareceu mais ninguém
Você pode até dizer que estou por fora ou então que estou inventando
Mas é você que ama o passado é que não vê
Mas é você que ama o passado é que não vê
Que o novo sempre vem
Hoje eu sei que quem deu me deu a idéia de uma nova consciência e juventude
Está em casa guardado por Deus contando vil metal
Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo tudo o que fizemos
Nós ainda somos os mesmos e vivemos
Ainda somos os mesmos e vivemos
Como os nossos pais

Um comentário:

  1. Espero que você também tenha sucesso nesta nova modalidade, o radio blog. Gostei.
    Antonio Carlos Pereira

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