
O livro Imortal é uma coletânea de contos de terror/amor envolvendo vampiros ou algum tipo de criatura sobrenatural e humanos. A capa é bonita, chama atenção e o tema está muito na moda, então eu mergulhei nele cheia de vontade. Me decepcionei bastante, devo dizer, mas ainda assim foi um bom passatempo. A coletânea foi organizada por P. C. Cast autora da série sobre vampiros House of Night, que eu ainda não li. Ela é a responsável pela minha parte preferida do livro, a introdução, onde a autora tenta analisar as causas do amor adolescente por vampiros. Eu sempre fui fã de vampiros e como não sou mais adolescente faz um tempinho ;) acho que não me enquadro inteiramente na teoria dela, mas achei legal. Ela diz que os vampiros são imortais e permanecem jovens para sempre e que, de certa forma, todo adolescente se sente assim. Acho que é a mais pura verdade, embora pra mim tenha sido o amor eterno e a beleza atordoante que me fisgaram nos "frios". Aí vai um resuminho de cada conto:
Amor Assombrado (Cynthia L. Smith) - Um jovem, confuso e belo vampiro herda um grande cinema assombrado numa pequena cidade. Um triângulo amoroso vai se formar entre ele, sua funcionária humana e a fantasma que habita o local. A mais bonitinha das histórias do livro.
Névoa Amarela (Kristin Cast) - Uma jovem tem um curioso encontro com um vampiro com origens mitológicas e com a missão de levar de volta almas fugidas do inferno. Meio esquisita, mas legalzinha.
Perseguição de um homem morto (Rachel Caine) - Um jovem humano é perseguido por um homem morto numa cidade tomada por vampiros e qualquer deslize é punido com pena de morte. Sequestrado, ele percebe que seu algoz é alguém mais próximo do que ele imagina. Razoável, tirando o título absolutamente tosco.
Bons modos à mesa (Tanith Lee) - Uma moça bem arrogante é mandada pelo pai a uma festa estranha onde conhece um rapaz para o qual todas as atenções estão voltadas. Parece que ela é a única que percebe que ele não é normal, ou melhor, a única que não acha isso deslumbrante. Demora tempo demais a perceber que esse encontro estava planejado. Tonta, tosca e mal-escrita.
Lua azul (Richelle Mead) - Mais uma vez em um mundo dominado por vampiros, uma vampira é perseguida por possuir um conhecimento perigoso à supremacia de seus iguais. Ela é ajudada por um belo garçom que não vai com a cara dela e detesta vampiros, mas vais protegê-la e descobrir-se diante de decisões perigosas. Boa história.
Transformação (Nancy Holder) - Nova York é tomada por vampiros sanguinários, seus pais foram mortos, Jilly não tem mais casa, o que comer ou como se proteger. Mesmo assim, ela se preocupada apenas em encontrar seu ex-namorado/melhor amigo gay/ amor eterno. Tudo bem, Jilly é egoísta e masoquista, mas a história é até legal.
Farra (Rachel Vincent) - Duas amigas doidas por uma festa. Até aí tudo normal. Mas uma delas é uma sirena, que hipnotiza com seu canto e se alimenta da admiração de seus ouvintes. A outra, uma fada do tipo musa inspiradora que alimenta a criatividade dos artistas e se alimenta de sua arte. Ambas perigosas mas bem-intencionadas, uma sempre impedindo que a outra se torne letal. Um músico genial vai esbarrar com elas e aí a história que me pareceu promissora vai ter um finzinho xoxo. Pena.
Livre (Claudia Gray) - Na época da escravidão, algumas mulheres negras tinham a oportunidade de viver confortavelmente, quase como senhoras brancas, se se tornassem "esposas"/amantes de um homem da sociedade. Claro que não era fácil para elas: prostitutas desprezadas pela sociedade e detestadas pelos outros escravos. Mesmo assim, a mãe de Patrícia quer que ela continue no "negócio da família" e a leva a um baile para ser escolhida por algum pretendente que se disponha a bancar seu sustento. Um vampiro acaba escolhendo Patrícia e pondo em risco seu romance secreto com um escravo alforriado. A melhor história do livro.
SALDO FINAL: Livro ruinzinho, mas dá pra passar bem o tempo se você não liga muito para erros de tradução e escritoras desorganizadas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Para comentar você pode criar uma conta do Google, mas se achar mais fácil, pode selecionar a opção "Anônimo" que não te pedirão senha nenhuma. No entanto, mesmo assim, deixe seu nome no próprio comentário pra eu saber quem é você.