sexta-feira, 25 de maio de 2012

Palavras da Gabriela

O texto a seguir nasceu da proposta de criação de uma crônica. Nele, minha aluna Gabriela mostra o quão delicada é sua sensibilidade.



INTERNET


Fui pega de surpresa quando me propuseram escrever uma crônica. Vasculhei ao meu redor, sem sucesso. Esperei... e nada! O que eu escreveria?

Era uma tarde de sexta-feira, no meu trabalho. Tudo parecia muito dentro do normal. Na escola (meu emprego), tudo transcorria rotineiramente. A sala de informática estava sendo usada, desta vez, por uma turma de Educação para Jovens e Adultos.

Eu, como monitora da sala, tinha por obrigação ajudar os usuários dos computadores. Porém, uma senhora me chamou a atenção. Ela não mexia em nada, só olhava atentamente a tela do computador, que reproduzia um vídeo.

O professor, que acompanhava a classe, sugeriu aos alunos uma pesquisa sobre vulcões. Reparei que a senhora não se moveu desde que o vídeo terminou. Decidi que ia ajudá-la. Perguntei se ela precisava de ajuda e ela disse, com voz tímida: “Eu não sei usar isso, minha filha!”. Minha reação foi de espanto. Então, abri a página do Google para ela e expliquei que tudo que se procura, encontra-se ali. Ela me olhou, espantada.

Achei que tivesse dito algo forte. Então, melhorei: “Tudo que a senhora escrever nesse campo, ele procura.”. Sugeri que ela escrevesse algo para fazer um teste. Demorou algum tempo, mas ela me chamou e perguntou “onde separava as palavras”. Mostrei o botão de espaço e saí. Depois, fui conferir o resultado e, na página inicial do Google, encontrei: EU GOS TODEESTUDAR!!

O sinal tocou...



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