Gente, estou completamente encantada pelo filme a que assisti no fim de semana, Histórias Cruzadas (The Help, no original). É uma história e tanto sobre o poder da palavra. E eu amo histórias assim. Desde Madame Bovary de Flaubert e O Primo Basílio de Eça de Queiróz, que narram a transformação perniciosa pela qual passam suas protagonistas (Emma e Luíza, respectivamente) por causa da literatura; passando por histórias malucas, como a do livro A Menina que não sabia ler; até histórias de redenção pela palavra, como A Menina que Roubava Livros e os filmes O Leitor e Escritores da Liberdade; eu simplesmente amo histórias que falam sobre a influência da leitura e da escrita na vida das pessoas.
Esse filme é baseado no livro de Kathryn Stockett (batizado no Brasil de A Resposta) e conta a história de Skeeter, uma jovem que sonha ser escritora. Depois de conseguir um trabalho num jornal escrevendo uma coluna sobre trabalhos domésticos, assunto do qual ela não entende nada, Skeeter procura a ajuda de Aibileen, empregada de uma de suas amigas.
O sul dos EUA é uma região conhecida por seus problemas raciais. Na década de 60, quando o filme se passa, todas as mulheres sulistas (brancas) tinham a sua empregada. E todas elas eram negras. Mas a convivência entre elas era tão complicada, que a mesma mulher que cuidava dos filhos das patroas, limpava suas casas e preparava sua comida não podia usar os mesmos utensílios de cozinha ou o mesmo banheiro que a família. Tipo assim, limpar a bosta do bebê delas podia, mas sentar no mesmo lugar, nem pensar. Dessas coisas que a gente não entende (me lembra muito um livro que li chamado A distância entre nós, sobre duas mulheres de castas diferentes na Índia, patroa e empregada).
O sul dos EUA é uma região conhecida por seus problemas raciais. Na década de 60, quando o filme se passa, todas as mulheres sulistas (brancas) tinham a sua empregada. E todas elas eram negras. Mas a convivência entre elas era tão complicada, que a mesma mulher que cuidava dos filhos das patroas, limpava suas casas e preparava sua comida não podia usar os mesmos utensílios de cozinha ou o mesmo banheiro que a família. Tipo assim, limpar a bosta do bebê delas podia, mas sentar no mesmo lugar, nem pensar. Dessas coisas que a gente não entende (me lembra muito um livro que li chamado A distância entre nós, sobre duas mulheres de castas diferentes na Índia, patroa e empregada).
A empregada que criou Skeeter e que ela considera muito mais como sua mãe do que a biológica, por razões que a moça desconhece e questiona, pediu demissão e sumiu sem deixar recado. Por isso, ela acaba buscando a ajuda de Aibileen.
Mas depois de uma polêmica envolvendo banheiros, as entrevistas dela com Aibi, bem como seu envolvimento emocional, se tornam algo mais profundo e poderoso que uma coluna sobre limpeza. Juntas, elas escrevem os relatos dos sofrimentos das empregadas, falam sobre preconceito, injustiça social e fazem uma verdadeira revolução na cidade de Jackson, Mississipi., revelando todos os podres por trás da hipocrisia do lugar. A coisa esquenta ainda mais quando elas ganham a colaboração de Minnie, a melhor amiga de Aibi, e uma mulher que não tem medo se ser quem é. Só para você saber, Minnie é a melhor personagem do filme, e sua intérprete, Octavia Spencer, ganhou o Oscar de melhor atriz coadjuvante em 2012 pelo papel. Só pela cena da torta já vale o filme. Mas é claro que eu não vou contar do que se trata. Vá assistir! Agiliza!

Concordo plenamente. Adorei o filme, achei muito legal, e para mim foi a primeira vez que o negocio foi contado desde o ponto de vista das empregadas, e falado por uma das “senhoras”… Se eu tivesse que escolher uma cena, seria a cena do bolo... não parei de rir ate o final do filme.
ResponderExcluirBeijos! E me cuida da professora, né? Eu preciso dela de volta ;)
Ps: Quando você começar a falar das Crônicas de Gelo e Fogo poderei acrescentar algo mais... Estou totalmente pendurado desses livros, e acho que seus alunos vão gostar deles... e acho que alguns deles já estão assistindo o show na tv. E você?
Oi, Fernando. Realmente não dá pra parar de rir da cena da torta. Mas mesmo sem isso, o filme seria fenomenal. Eu assisto Game of Thrones, mas nenhum aluno me comentou sobre a série ainda. Não li os livros. Será que você não se anima a escrever algo a respeito e me mandar? Não se preocupe com o português, eu corrijo o que você precisar.
ResponderExcluirPode deixar que eu cuido da professora e devolvo ilesa!