sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Branca de Neve e o Caçador


"Quem conta um conto, aumenta um ponto". É o que diz o velho deitado ditado. E, em relação aos contos de fada da nossa infância, isso tem se mostrado cada vez mais verdadeiro. (Observação tosca: não consigo parar de dar risada ao imaginar um velho deitado, pronunciando aforismos da sabedoria popular, kkk. Vou ter que parar por um minuto. Pronto. Passou... Não, não passou! kkkk)
No ano do bicentenário da primeira compilação de histórias populares lançadas pelos irmãos Grimm, uma onda de releituras toma as histórias tão conhecidas de nossa infância por causa dos livros e filmes da Disney. Essa onda traz histórias muito mais parecidas com as originais, devo dizer, já que nos livros dos Grimm, elas eram bem diferentes dessas com princesas frágeis e finais politicamente corretos.
Tudo bem, a gente já viu a Branca de Neve morder a maçã envenenada pelo menos uma centena de vezes, mas ultimamente parece que o pessoal anda querendo dar uma cara nova à cena que marcou tantas infâncias. O filme Branca de Neve e o Caçador faz parte de uma nova safra de filmes, séries e livros com novas versões dos contos de fada clássicos. Dessa onda também fazem parte, entre outros, as séries Grimm e Once Upon a Time, das quais sou fã, especialmente da última, mas que ficam para outro post.
No filme estrelado por Kristen "Bella" Stewart e Chris "Thor" Hensworth, as mulheres são o foco e o amor, quem diria, fica em segundo plano. Um pouco frustante, devo dizer, porque, né? Ela é a Bella. Até na vida real a gente quer vê-la nos braços do príncipe (mesmo depois de ela ter posto chifres horrendos nele!), mas é muito interessante algo tão importante na versão Disney, ou seja, a presença masculina, ter sido deixado de lado.
Branca de Neve conta com a ajuda do Caçador, dos anões, do príncipe e de mais um monte de gente pra vencer a Rainha Ravena, porque na vida real a gente não faz mesmo nada sozinha, mas, no final, a batalha é dela. É ela que se enche de força e coragem e faz o que tem que fazer. Sou particularmente fã de Girl Power!
Outra figura interessante é a Rainha, mesmo se chamando Ravena e vivendo cercada de corvos (raven, em inglês), ela é linda (Charlize Theron, vulgo, a maluca que deixou Stuart Thousand) e tão má, que quando ela está em cena não dá pra tirar os olhos dela. Você quer muito saber o que a deixou assim e, nesse ponto, o filme é meio falho, porque eu queria que se desenvolvesse melhor a história dela.
Mas, enfim, mesmo sem direito a final romântico, o filme é uma graça e vale a pena dar uma olhada.

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