quarta-feira, 3 de abril de 2013

A Hospedeira: o filme


Antes de tudo, vamos tirar o óbvio do caminho. A Hospedeira é um dos meus livros preferidos, sou fã inveterada da história. Todo mundo que me conhece sabe que eu babo tachinhas (de onde foi que eu tirei isso!?) por causa desse livro. Então é claro que eu estava destinada a gostar do filme, ainda que ele tivesse sido uma completa decepção, isso porque meus amores tendem a ser cegos e às vezes sempre retardados.
Pois bem, dito isso, devo agora dizer que, independentemente de minha paixão pelo livro, gostei muito do filme e acontece que ele não foi, nem um pouco, uma decepção para mim.
É preciso fazer algumas ressalvas, entretanto, essas dedicadas àqueles que, como eu, são fãs xiitas do livro. Em essência, nossa história está ali, mas os detalhes são todos diferentes. Então preparem-se para uma releitura. Essa é uma nova versão da história. É como se fosse a mesma alma em dois hospedeiros bem diferentes.
Como era de se imaginar, as coisas acontecem muito rápido e a gente não têm a oportunidade de acompanhar o desenvolvimento das relações entre os personagens. Os nós que firmaram os laços tão firmes que eles têm entre si aparecem só de relance. Claro, seria impossível desenhar as relações tão bem e tão vagarosamente como a Stephenie Meyer faz no livro. Conformemo-nos (vixi! olha a ênclise perfeita!) e, como diz uma amiga minha, vamos ligar o botão da resignação. 
Outro problema é que, devido a certas coisas que tiveram que ser alteradas para caber na adaptação, muitas das nossas cenas preferidas foram alteradas, mutiladas ou nem estão no filme (Amalgamados! Ian descobrindo o plano e correndo furioso com a Peg nos braços. O beijo dos dois... Ai! Nem vou falar mais nada. Mas se esse também é seu momento preferido, prepare-se para uma decepção.)
E é agora que você diz: Caramba! Ela não disse que tinha gostado do filme? E é agora que eu paro de falar dos defeitos e explico por que eu realmente gostei. 
"Resignação modo on? Retardadice de fã?", você me pergunta. Não, eu repondo. Bem, um pouco, para ser 100% sincera, mas o principal é tentar ser compreeensivo e perceber que cinema e livros são dois suportes muito diferentes.Você perdoa tudo quando pensa no desafio de se fazer caber uma história de 600 páginas em um filme de 2 horas. Gente, é impossível! Sacrifícios precisam ser feitos, a adaptação exige mudanças profundas e cortes brutais. Ponto.
Eu acho que Andrew Niccol se saiu muito bem nessa tarefa e acho que todos os atores deram conta do recado (embora eu continue achando que fisicamente eles não tem nada a ver com os personagens do livro). Não, eu não vou conseguir imaginar Jake, Max, Boyd, dentre outros, durante a minha leitura, mas eu realmente acho que eles fizeram um ótimo trabalho. Estou apaixonadinha pelo trabalho da Saoirse Ronan, do William Hurt e do Chandler Canterbury.
E agora, só pra não perder o momento-fã-que-bate-fora-do-bumbo (bater fora do bumbo é minha nova expressão favorita, rs), vou dividir um pouco das minhas emoções. Daqui pra frente quem está a fim de um crítica moderada e sem arroubos passionais deve parar de ler.
Eu amei que o filme tenha começado e terminado com uma narração in off do Jeb. Vocês sabem que eu sou completamente apaixonada por esse velho doido. A Peg dizendo para a Mel "ele vê tudo!" é uma das partes mais legais. 
Quando Jamie apareceu na tela pela primeira vez, meus olhos arderam imediatamente. Jamie é meu irmão/filho também e eu disse pra Peg que a odiava por tê-lo delatado à Buscadora antes da Mel poder dizer (sim, eu converso com os personagens na tela).
Adorei o Cal. A alma acultura vinda direto do Mundo do Fogo, o planeta mais hardcore e controverso das Almas, tinha mesmo que ser sexy e badass como aparece no filme (Lembra até um certo Buscador que meus leitores conhecem. Logan, oi? Mamãe te ama, seu lindo!) 
Claro que eu chorei feito uma bezerra desmamada quando Peg e Mel se despedem e adorei cada momento de Peregrina e Ian juntos. 
Em suma, vou ver de novo. E de novo. E de novo...

Link para minhas fics de A Hospedeira. Clique aqui, depois selecione "Minhas Histórias".

Para ver o trailer do filme, clique aqui.

Para ouvir a música do trailer (e dos créditos), clique aqui.

E para quem for ao cinema, bom filme!

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