domingo, 2 de fevereiro de 2014

A Menina que Roubava Livros - O filme



Ok, então eu assisti.
Antes de qualquer coisa, eu preciso dizer: eu odeio adaptações de livros para o cinema. Não odeio-odeio, mas tenho medo delas. Sempre me decepcionam e partem meu coração literário e cinéfilo, acabando com minhas expectativas todas ao mesmo tempo, e eu não tenho sequer o consolo de poder odiá-las de verdade, porque, né? Eu amo aqueles personagens e não consigo desprezar nenhuma versão deles. A menos que as Graphic Novels os tenham destruído (hello, Liga Extraordinária e Sherlock Holmes do Downey Junior).
Mas então alguém diz que vão adaptar esse livro e eu não me empolgo nem um pouco, nem mesmo quando escalam Geoffrey Rush para ser o Hans, porque eu não quero me machucar criando expectativas. Sabe, Hans Hubberman é um dos personagens que eu mais amei na vida. Eu tenho amado muitos e por muito, muito tempo, mas Hans é especial. Markus é especial. E um filme podia ter tudo de mais perfeito, mas não seriam as palavras do Markus, e o que seria uma história de Markus sem Markus? 

Mas, bem, eu preciso ver no que deu isso, não preciso? Aí eu vou lá e assisto: Morte em voice over e a câmera descendo das nuvens direto sobre um trem cruzando a neve...
Uh-oh!
É a primeira cena e meu coração já começa a ameaçar fazer buracos no meu peito. Nos próximos minutos, eu vejo aquele mundo se desenhar tão lindo quanto eu imaginei à minha frente, mas eu não vou chorar, porque há certas portas que não devem ser abertas e eu me protegi. Eu endureci meu coração porque já gastei todas as lágrimas que tinha na leitura intensa das palavras do Markus.
Mas a verdade é que ele está lá. Em cada detalhe, em cada frase que sai da boca dos personagens interpretados por aqueles atores tão perfeitamente escolhidos (Rudy é a coisa mais fofa que eu já vi, parece um Lhasa Apso, modeus!), em cada centímetro daquele universo tão lindamente recriado. E então Hans comete uma besteira heróica e Max tem que ir embora e eu não posso mais.
Por que, Senhor, por quê? Tudo o que eu queria era poder estar sozinha em casa para não precisar sufocar meus soluços, porque essa história tem a chave para abrir aquelas portas que me fazem sentir coisada por meses.
E eu adorei a droga do filme. E estou coisada para sempre por você, Liesel Meminger, ladra e leitora. Eu amo todos vocês, personagens desse mundo maravilhoso e triste. Eu já os amava no livro e agora os amo no filme, não só gosto porque não tenho outro remédio. Eu amo a nova versão de vocês.
Se meus olhos pudessem falar, eles diriam que esse mundo é vivo, que guarda a palavra secreta. E que eu nunca os esquecerei. Enquanto eu puder lembrar.


8 comentários:

  1. Depois de sua explicação, eu fiquei muito interessada em ver, eu não li o livro e não me interessei em ler ou ver nada sobre o filme, mas graças as suas palavras, tenho uma pulguinha me incomodando e incentivando a ler o livro e correr para ver o filme!

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  2. Faça isso, Lê! Você não vai se arrepender. Quer dizer, vá preparada para chorar, mas vá mesmo assim. E obrigada por comentar :)
    Se quiser, tenho resenha do livro aqui no blog. Beijos.

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  3. Vc vai se acabar, Aline. Nosso livro querido ganhou vida!

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  4. Minha Querida Maira...
    Suas palavras foram perfeitas...
    Gostando cada vez mais de ler com vc...
    Gostando cada vez mais de assistir com vc...
    Gostando cada vez mais de você...

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  5. Minha querida Gláucia,
    Quanto a mim, acho que já amo ler com vc, assistir com vc e VOCÊ tanto quanto posso.
    Milhões de beijos.

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  6. Isso não foi uma resenha, foi uma declaração de amor. Só podia ser, vinda de você. E sim... ficou perfeito, Rudy é uma coisa linda de modeus e Liesel é a razão da morte querer evitá-la e Hans é <3 (aquele acordeão...) até Rosa é guarda-roupa mesmo! *-*

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  7. Eles estavam todos maravilhosos mesmo. Foi o elenco mais bem escolhido que já vi!
    Hans <3 amor eterno

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