sexta-feira, 28 de março de 2014

50 tons de romances hot



Atenção: Como eu me empolguei e o post ficou imenso, vou ser boazinha com os preguiçosos de plantão e destacar em rosa as partes mais importantes. Infelizmente, se você optar por essa versão condensada vai perder meu humor inteligente, rsrs! Brincadeira será?, eu sei que ninguém entende minhas piadas.

Sabe aquele cortinho no dedo que você cobriu com um band-aid, porque toda vez que alguma coisa rela ali dói tanto que parece que o corte abre um pouquinho? Aí você fica cheia dos não-me-toques, tentando proteger seu pequeno ferimento de tudo, só pra ter a nítida impressão de que todas as quinas de móveis, objetos cortantes e crianças desgovernadas resolveram mirar a ponta de seu dedo machucado? É, então. Acho que todo mundo já passou por isso.
E é claro que eu sei que o Universo tem mais o que fazer do que ficar conspirando contra os poderes protetores dos band-aids, ó, ser humano julgador! Mas eu estou falando mesmo é daquela impressão de que tudo coincide de uma maneira bizarra.
O engraçado comigo é que essa sensação me invade em outras situações também. Por exemplo, nas últimas semanas eu estive lendo os três volumes publicados até agora da série Crossfire. Aí, do nada, um monte de gente que nem sabia disso veio falar sobre 50 Tons de Cinza (que eu também li) comigo. Huh!
Explico a coincidência: ambas as séries seguem a mesma linha e são expoentes da nova onda de romances hot. No que eu percebi (porque essas pessoas eram alunos) que entre a molecada há muita curiosidade e uma série de enganos a respeito desse tipo de livro.
Então eu vou me propor aqui a fazer uma coisa que sempre esperei não ter que fazer, mas vou falar das putarias desse assunto delicado. É isso, a moda pede, podem me julgar, puritanos, mas eu acho que se existe a curiosidade, alguém que já leu os livros (e um punhado de fanfics hentai e yaoi) tem que falar sobre isso. E, de prefência, de um ponto de vista minimamente tolerante.
Claro que eu não serei a única. O Felipe Neto, por exemplo, fez uma crítica bem inteligente e engraçada sobre 50 Tons, onde ele diz uma coisa (em 11:30) com que, em princípio, eu concordei. Segundo ele, a trilogia é pornografia disfarçada de romance e deveria, tal como os DVDs pornográficos nas locadoras, ficar numa parte da livraria reservada a isso. Só que, pensando direito, eu não concordo que seja pornografia, não concordo que esteja disfarçada e não concordo que deva ficar escondida.
E aí entra a coisa dos enganos que eu mencionei. Então eu vou começar por esclarecer por que mudei de ideia e passei a discordar do Felipe.

1 - Literatura erótica não é exatemente novidade. Isto é, embora ela tenha ganhado uma roupagem moderninha e tenha deixado de ser marginal para ganhar lugar nas listas de mais vendidos, nos stands centrais das livrarias e nas bolsas de mulheres respeitáveis, já existia nas bancas de revistas da vida, com capas provocantes, enredos açucarados (=disfarçados de romance, segundo o Felipe) e em coleções com singelos nomes de mulher, como Sabrina, por exemplo, que estou certa de que muitos já ouviram falar. 
Então... nas bancas. Na rua. Disponíveis para qualquer um que tivesse dinheiro e cara de pau (nenhum trocadilho pretendido), assim como as revistas de sacanagem. Huh².

2 - Quando você entra na parte reservada da locadora, eu imagino que as capas e títulos dos filmes sejam um tanto quanto... bom, "gráficos". Você pode entrar com sua sobrinha de 4 anos na livraria e deixar que ela olhe sem problemas para um exemplar de 50 Tons de Cinza. Mas você não pode se arriscar que ela entre na locadora procurando por um desenho da Barbie e se depare com um Good Will Humping (e eu não vou traduzir isso, ninguém pode me obrigar, rs. Faça você mesma as contas com estes quocientes: é um nome bem safado, baseado no título de um filme famoso Gênio Indomável. E também uma boa piada.)

3 - Pornografia para todos os gostos e graus de perversidade está disponível para qualquer um na Internet. Implicar com um livro que, pra começo de conversa, precisa ser aberto e lido para que seu conteúdo "pornográfico" seja exposto, me parece ingênuo e meio hipócrita.

4 - Quanto à possibilidade insinuada de que algumas pessoas possam começar a ler achando que se trata de uma história de amor e, inadvertidamente, se depararem com pura sacanagem... Bom, existe um negócio muito bacana e informativo nas contracapas e orelhas de livros, contando um monte de coisa legal sobre a história: chama-se sinopse. Nas dos romances hot, por exemplo, costuma ficar bem claro que o sexo é parte importante da história (de amor, sim) do casal protagonista. Se a pessoa compra um livro daquele tamanho e fica com preguiça de ler a sinopse, eu acho que ela merece ter surpresinhas que lhe possam parecer desagradáveis. Leitor que se preza lê sinopse. Só acho.

5 - Mas aí você subestimou todos os avisos e achou que aguentaria o tranco. Afinal, você assiste novelas não é uma pessoa assim tããããooo inocente. Só que então você percebe que aquilo ali é para os mais graduados adultos e, no fim das contas, você é um pouco jovem romântica demais para descrições tão vivas do "amor". Olha só que outras duas coisas bacanas sobre os livros: 
a) a leitura é um prazer solitário. Então você não precisa ficar com vergonha como quando está assistindo à Tela Quente com a vovó de um lado e o vovô do outro e, de repente, os personagens começam a se pegar sem mais nem menos. É só pular aquela parte e ir para a próxima cena, porque livros também têm controle remoto. Chama-se "vontade do leitor".
b) se você se chocou com a primeira cena de sexo, mas mesmo assim continuou lendo, desculpe, mas sua inocência morreu você está por sua conta e risco e perdeu o direito de reclamar. Vlw, flw. Agora, se você finalmente percebeu que esse tipo de livro não é pra você, pessoa solteira e inexperiente que curte histórias de amor melosas, então é hora de se dar conta de que você pode - veja só que inovação! - fechar o livro. É. Controle remoto, lembra? Você não tem que ler um livro se não estiver a fim. Ponto.

6 - Mas então, depois de tudo, você leu. Só pra poder ficar dizendo por aí que é uma porcaria de livro pornográfico. Bem, moça, então senta aqui que nós vamos conversar sobre o que é pornografia. Para mim, trata-se de sexo (ou da imagem do corpo em conotação sexual) sendo tratado de forma explícita, desprovido de sentimento, de sentido e de contexto. Eu tenho uma séria dificuldade de considerar a descrição de uma relação sexual num livro como algo explícito. Simplesmente porque uma imagem de filme ou uma foto, por exemplo, estão ali diante dos seus olhos, independente de sua colaboração na construção deles. Mas um texto é uma parceria, ele só acontece se você se dispuser a dar vida a ele em sua cabeça, caso contrário, são só palavras. O vocabulário e, algumas vezes, as circunstâncias dos atos descritos podem parecer "fortes" demais, mas para chamar as cenas de explícitas depende da imaginação do leitor e, pra mim, o que depende da imaginação é erótico não pornográfico (e, sim, tem diferença). Outra coisa é que o sexo não é desprovido de contexto ou sentimento, e também não é algo promíscuo nesses livros. Ele acontece apenas entre o casal principal, que, sim, sente um tesão até exagerado um pelo outro, mas também se ama loucamente. O contexto fica por conta do fato de que numa relação adulta o sexo é muito importante e, na maioria das vezes, ele tem papel essencial no desenvolvimento do lado emocional dessa relação para um dos personagens (ou para os dois), por causa da intimidade que ele proporciona e da confiança que é necessária para o nível de entrega que se desenvolve entre eles.

Ditas essas coisas, quero deixar claro o seguinte:

* Eu NÃO RECOMENDO a leitura desse tipo de livro para adolescentes. A gente só deve ler coisas que façam sentido para a gente, e livros assim são escritos para mulheres mais velhas, para gente que tem um relacionamento maduro e que entende o papel do sexo a partir de uma interpretação mais ampla do que a hormonal. Não é o caso de NENHUM adolescente, por mais maduro que ele ou ela se considere.

Entretanto, como isso não é algo que eu possa controlar (e às vezes nem mesmo seus pais), é melhor você saber o que está lendo, caso se decida por tentar. Sendo assim, vou falar mais um pouco sobre esse tipo de livro. Desta vez, sobre a linguagem e o enredo. A partir daqui, quem perdeu o interesse em burlar a classificação etária e não vai ler livros impróprios para a idade, pode dar o texto por encerrado.

Bem, para analisar qualquer tipo de livro, a gente tem que procurar entender duas coisas: quem é o público pretendido e a que ele se presta. Neste caso, como eu já disse, o público são mulheres adultas em relacionamentos estáveis. O propósito: ajudá-las a encarar a própria sexualidade de forma mais natural, porque, embora a gente viva numa sociedade bem liberal, nossos valores são, muitas vezes, deturpados. O sexo ainda é visto como uma coisa suja pela qual as mulheres de bem deveriam se sentir envergonhadas. E a falsa liberalidade com que as mulheres são mostradas na mídia é, na verdade, uma maneira machista de mostrar a mulher ou como objeto sexual (apenas para provocar tesão) ou como "putas", que, "coincidentemente" (só que não) vivem sua sexualidade sem falsos pudores, mas também são as maiores cretinas da novela. Resultado: a gente acaba relacionando mulher que gosta de sexo com vadia. Huh³. 
Particularmente, eu acho que os livros funcionam muito bem nesse sentido, porque as protagonistas são mulheres normais com as quais qualquer uma pode se identificar. E, ao contrário do que o Felipe Neto diz, isso é uma coisa legal, sim. Ver uma mulher comum encarando e vivendo sua sexualidade de forma liberal e ampla é o propósito do livro e é uma coisa positiva para as reprimidas de plantão (sorry, reprimidas de plantão, mas às vezes é preciso dar nome aos bois).
Outro aspecto a ser analisado é a qualidade da escrita, traços como linguagem, construção dos personagens, presença ou ausência de histórias paralelas e verossimilhança (quando uma coisa parece verdade) é o que você deve levar em consideração aqui. Claro que esta última depende das "regras" do universo criado pelo autor, mas esses romances se passam "no mundo real", por assim dizer, e aqui a frequência com que os protagonistas fazem sexo acaba incomodando um pouco, porque não é verossímil (aqueles homens precisam de médico, cara!) e acaba atrapalhando o andamento da história que, por sua vez, não costuma ser lá grande coisa. São enredos despretensiosos, no sentido de que não tem muita coisa acontecendo, fora o relacionamento dos protagonistas, mas a verdade é que eu nem considero isso tão ruim. Às vezes a gente gosta de histórias simples. Eu, pelo menos, gosto.
Quanto à linguagem e construção dos personagens, os romances hot costumam deixar a desejar. Isso é porque a nova versão da literatura erótica é descendente do mundo das fanfics, que são histórias escritas por amadores. Acontece que, como hoje em dia na literatura Young Adult, a maior parte das histórias  não se reduz mais a um único volume, mas sim a trilogias ou sagas (às vezes com mais de 10 livros!), os leitores se acostumaram a ter os personagens fazendo parte de suas vidas por anos. Isso faz com que o universo criado pelo autor para suas histórias se torne secundário, porque a gente aprende mesmo é a amar os personagens. Então, quando as séries acabam, muitos leitores partem em busca de novas aventuras para seus queridos no mundo das fanfics. A gente quer um prosseguimento, ver a evolução dos personagens, vê-los mudar e crescer também. Aí, como sexo faz parte do crescimento (e os hormônios chamam), acabam surgindo aquelas histórias do tipo que eu e uma amiga chamamos de "vamos brincar de pôr a Bella de quatro". Cinquenta Tons, por exemplo, nasceu nos sites de fanfics como uma versão (bastante) alternativa do casal Bella e Edward (=cara lindo, rico, protetor e meio hum perigoso se apaixona por moça comum e identificável).
Não dá pra esperar muito da construção psicológica dos personagens quando a prioridade da história é mais embaixo outra, e eles nem são originais pra começo de conversa. A linguagem também é ruinzinha, meio crua, com vocabulário vulgar e repetitivo (você se surpreenderia, mas existe um número meio limitado de jeitos de se descrever um pênis entrando numa vagina. Fato.). As imagens construídas são às vezes meio toscas e costumam vir alternadas com tentativas falhas de metáforas para descrever os sentimentos da narradora-protagonista. É um texto meio pobre, pra falar a verdade, mas também quem está esperando estética literária quando lê um livro desse gênero? Cara, vá ler Marquês de Sade, então.

Resumo (Oi, autora? Você conhece essa palavra?): 
Não espere uma super história, não superestime as autoras e não leia se não conseguir entender por que maldita razão as pessoas gostam desse tipo de livro. Mas se você entende o propósito e está a fim apenas de se divertir com uma história de amor picante, então aproveite a jornada! :)

Ah, espera, espera, tem mais uma coisa que eu gostaria de dizer! Acho que vou fazer uma resenha comparando Ana e Christian (da trilogia 50 Tons de Cinza de E. L. James) com Eva e Guideon (da série Crossfire de Sylvia Day)! E vou fazer isso aqui, neste post. Muahahahaha. Brincadeira, não vou, não. Pode descansar de mim agora.

8 comentários:

  1. Noooooooossa, amei a forma como você dissertou sobre os livros super hots que estão rolando por aí. (Se bem que pus minha barba de molho, e me identifiquei, lamentavelmente, com alguns detalhes). Mas tipo, super amei mesmo assim, porque sempre é bom conseguir detectar aonde a gente está falhando... e nossa, amo aprender. E caraca, esse texto tem muito mais que isso. Tem humor, sim, Mestre Jedi, rsrsrs. E realmente, parece que todos só falam desses livros quando a gente lê... tipo, quando o mundo conspira com o dedinho. kkkkkkkkk amei a analogia. Ei, Maira, parabéns, amei o texto.
    Bjokas.

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    1. Oi, Ju! Obrigada por estar sempre lendo e comentando meus posts, você é maravilhosa, tanto como amiga quanto como leitora.
      Fiquei curiosa de saber com o que você se identificou, se foi como autora ou leitora.
      Obrigada pelo "Mestre Jedi" <3
      A minha nerdice agradece profusamente.

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  2. Eu não sei por que, mas meio que me identifico com essa sua amiga do “vamos colocar a Bella de quatro”. Espera! ELA sou EU? :o
    Tá, parei de paliassada!
    Bom, você sabe que eu não curto 50 Tons. Eu posso não manjar das potarias, mas a E.L também não manja muito, porque... né?! Hahahahahaha’
    Também não cheguei a ler a série escrita pela Sylvia Day. E nem vou. Meio que segui seu conselho antes mesmo de você tê-lo passado para o papel. Eu não vejo problemas com detalhamento de cenas de sexo (eu leio romances de banca, cara! Minha mãe me mandou ler Sabrina, Julia, Jessica, Bianca! Mommy! <3 ) Mas não sei... Me parecem tão diferentes, sabe? Não que a escrita desses romances seja foda, mas eu considero melhor do que a escrita das ficwriters de potaria, porque nem toda ficwriter é uma Evelyn Stevens da vida, né? Toda linda, com vocabulário invejável, escrita perfeita, uma senhora verossimilhança e um enredo fodástico! ( Gente, o que deu em mim?! Hhahahahahahaah’)
    O meu ponto é: eu esperei demais de 50 Shades pelo sucesso que fez, e fico impressionada com a quantidade de meninas virgens de 14 anos que querem dar pro Grey. Cara, eu sei que EU não quero. Que bom que Anastácia quis, porque aquilo... Não ficou MESMO para mim. Fico honestamente com meus romances de banca e com as descrições de autores inteligentes (não desmerecendo ninguém, é claro!) que narram o sexo de forma sutil, deixando claro que ele está em segundo plano. E eu entendo a importância desse envolvimento entre um casal maduro, mas nem só de sexo viverá o homem. Né?!
    Logan e Estrela têm uma vida lá fora! Clara e Eric... *limpando a garganta, vendo se a pessoa se toca*
    Enfim, é isso, minha Mai! Como sempre, um excelente texto! Ameeeeeei! <3

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    1. Pra começo de conversa, quem é você e o que vc fez com a minha Eve autodepreciativa? Seja lá quem for você, ó Alma "desumilde", pode ficar com essa hospedeira, você está fazendo um ótimo trabalho! (Sinto muito, Eve autodepreciativa, mas nós sempre soubemos que a invasão ia acontecer mais cedo ou mais tarde. Estou aqui esperando pela Buscadora que habitará meu corpitcho.)
      E é claro que é você a amiga do "vamos colocar a Bella de quatro", quer os créditos, paliassa? ¬¬
      Eu nunca li Sabrina, Júlia, Bianca, Jéssica... nem muito menos Mommy (sua zuerenta esculhachada!), mas acho que entendo a coisa da diferença de abordagem. Nós já conversamos sobre isso e vc sabe o quanto é difícil para mim conseguir sublimar a coisa da linguagem crua e vulgar que se usa nesses livros e fics.
      Eu espero sinceramente que com "autores inteligentes" você esteja se referindo a uma certa ficwriter que se arriscou em território inóspito certa vez! kkkk Tô brincando! Ao contrário do que vc diz, eu sei reconhecer minhas falhas e essa é uma delas, eu não manjo das potarias. (De qualquer jeito, não o suficiente para agradar as moças que gostam de ver a B de 4.
      Cara, eu gosto do Christian. Quer dizer, eu tb não daria pra ele, mas eu entendo o que acontece naquele coração estranho e gostei de vê-lo vencendo seu lado S&M/Bondage, que, na verdade, só servia para disfarçar todas as suas cicatrizes emocionais e inseguranças. Só acho meio besta que ele tenha se apaixonado justo pela Ana, porque, né? Esta consegue ser pior que a Bella! Mas, vá! Eu aceito.
      Por último, mencionar Logan e Estrela ou Clara e Eric (ainda mais Clara e Eric) é golpe baixo, porque, né? Melbert.
      E aqui eu encerro meu caso com uma menção ao casal mais C.I. da história, cortesia da maravilhosa Evelyn Stevens, em cuja cara eu vou dar se certas teias não forem removidas em tempo.

      PS: Casal maduro = casal de velhos. Aí em seguida vc menciona meus ships! Está tentando me insultar, paliassa? Porque se estiver, pode parar a patifaria.

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  3. Por que existem pessoas preguiçosas? Por quê?! Espero que mesmo elas, ao encontrarem seu texto, leiam tudinho, Mai. Não só porque ele foi bem claro e convicto, porque ele FOI, mas também porque suas piadas são sim inteligentemente ótimas. Aliás, se as pessoas não conseguirem compreender um pouco de ironia, sarcasmo ou piada, dificilmente ela estará preparada para algo como os Romances hot, sendo capaz de entendê-los como deve.
    Eu, particularmente, não li 50 Shades e não tenho vontade de ler tão cedo. Primeiro porque eu conheço e respeito essa minha vontade, e não vou ler nada apenas para estar na modinha; segundo porque eu sei o que esperar do conteúdo do livro, afinal: a) eu já li trechos na internet (pois é, na internet), b) eu já li outras histórias e, justamente, fanfics para saber que existem meios/técnicas de abordar o gênero que me agradam mais , c) tenho amigas/parentes que já leram e já conversaram comigo sobre os livros e o diálogo (ou nesse caso, artigos de opinião) é sempre uma excelente ferramenta para compreensão e conhecimento.
    Enfim, eu queria mesmo era parabenizá-la pela iniciativa e pelo bom trabalho, Mai (só não vou dizer que eu já sabia para você não ficar encabulada ou de ego inflado ou assustada com as altas expectativas. haha).
    Beijos!

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    1. Eu já disse o quanto acho linda a maneira como você se conhece tão bem? Não, né? Pois estou dizendo agora. Eu adoro esse lado seu (e os outros tb) e admiro que você respeite o fato de que, mesmo sendo uma leitora voraz, nem todo livro é pra você.
      Bom, eu entendi direito ou uma fic com capa feita por artista talentosa pode ser incluída no item b? (E aqui é a parte em que você diz que sim para eu não ficar sem graça.)
      Obrigada pelo comentário, Dany. E por todo o resto.

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  4. olá!
    vcs tem uma biblioteca? tenho um grupo de leitoras voluntarias, lemos em creches, hospitais, clinicas de recuperação e tratamento.
    somos 22 voluntarias e eu atualmente estou no grupo das mulheres operadas de bariatrica que é obesidade morbida e das mulheres que fazem quimioterapia, enquanto elas fazem as 3 horas de quimio eu leio, não se preocupe que nao lemos partes picantes pra elas rsrsrsrsr mas as meninas amam muito o Christian Grey de 50 tons rsrsrsrsr. se vc tiver como me passar sua biblioteca, pode ser qquer formato de livros e em qquer lugar tmb, on drive, mega, minha teca, drop box rsrsrsrsrs
    bjs e obrigada

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  5. Oi, Renata!
    Que coisa mais bacana que vcs fazem! Então, eu não tenho uma biblioteca digital. A maioria de meus livros é físico mesmo. Entretanto, tenho um ou outro e-book que pode te interessar e tb conheço pessoas que tem alguns. Entre em contato comigo por email, por favor.
    mairazp@hotmail.com

    Obrigada pelo comentário.

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