Fala-se muito sobre o que é natural e o que não é. Assim justificamos nosso desdém por coisas que nos recusamos ou não conseguimos entender. "Não é natural", dizemos. "Não agrada a Deus", ouve-se por aí.
A verdade é que o que agrada a qualquer deus - e por "qualquer" entenda "qualquer interpretação do que Ele seja" - é e deveria ser sempre o amor ao próximo. E o que há de natural em nós são nossos instintos. Tudo o mais, motivado pela realização desses instintos e pela manutenção de um estilo de vida que é confortável para a maioria, mesmo que opressivo para muitos, é socialmente construído.
O modelo de família, o casamento, monogamia, os rótulos que modernamente separam as pessoas entre heterossexuais e homossexuais, por exemplo. Até mesmo o amor. Todas essas coisas foram estabelecidas pelas pessoas, construídas e embutidas como "O Normal" na cabeça das crianças que passaram isso adiante para seus futuros filhos. E se hoje achamos que trata-se do certo inquestionável, não foi assim para milhões de pessoas antes de nós. As coisas não foram sempre como são, e "O Normal" já foi diferente.
Agora, faça o esforço de imaginar, apenas pelo tempo de duração desse filme, que o mundo tivesse sido construído sob regras diferentes. Você ainda chamaria intolerância de normalidade?
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Para comentar você pode criar uma conta do Google, mas se achar mais fácil, pode selecionar a opção "Anônimo" que não te pedirão senha nenhuma. No entanto, mesmo assim, deixe seu nome no próprio comentário pra eu saber quem é você.