Esta é uma resenha por Gabi Lelis, que é a pessoa a quem eu sou muito grata por ter me apresentado esse livro.
O romance visionário Fahrenheit 451, escrito por Ray
Bradbury e publicado em 1953, é um dos pioneiros no gênero distopia, fazendo
parte do quarteto junto com Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley; 1984, de
George Orwell e Laranja Mecânica, de Anthony Burgess.
O livro apresenta uma sociedade dominada pelo totalitarismo
e que não tolera livros. A profissão dos bombeiros não é acabar com incêndios, e
sim começá-los.
A população é totalmente superficial e repudia qualquer
forma de leitura, preferindo apenas assistir programas fúteis na televisão ou
passar o tempo se divertindo para não pensar. A tristeza não podia existir.
Guy Montag é um bombeiro que exercia sua profissão
normalmente até conhecer Clarisse, uma garota de 17 anos que é diferente dos
outros, especificamente por pensar. Após uma conversa entre os dois é que a
história realmente começa.
O livro foi escrito em período pós-guerra, porém não é tão
distante do atual. A alienação e a superficialidade atualmente é algo fácil de
enxergar, inclusive na minha própria sala de aula, vejo pessoas em um círculo
com amigos, mas nenhuma nem olha para outra, apenas para o celular. Programas
de televisão e redes sociais, quando usados em excesso, podem nos tornar tão
superficiais quanto as pessoas do livro.
Claramente, Fahrenheit 451 faz várias críticas que nos
mostram a importância da literatura e do conhecimento para a formação de uma
sociedade que sabe pensar sozinha.
Observação: Só para esclarecer, caso você esteja achando o nome do livro meio esquisito, Fahrenheit é a escala de medição de temperatura que se usa nos EUA, e 451 F (cerca de 232 C), segundo dizem, é a temperatura de ignição do papel.


Muito interessante...
ResponderExcluirDe fato. É um livro alucinante.
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