sábado, 7 de novembro de 2015

FAHRENHEIT 451

Esta é uma resenha por Gabi Lelis, que é a pessoa a quem eu sou muito grata por ter me apresentado esse livro.



O romance visionário Fahrenheit 451, escrito por Ray Bradbury e publicado em 1953, é um dos pioneiros no gênero distopia, fazendo parte do quarteto junto com Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley; 1984, de George Orwell e Laranja Mecânica, de Anthony Burgess.
O livro apresenta uma sociedade dominada pelo totalitarismo e que não tolera livros. A profissão dos bombeiros não é acabar com incêndios, e sim começá-los.
A população é totalmente superficial e repudia qualquer forma de leitura, preferindo apenas assistir programas fúteis na televisão ou passar o tempo se divertindo para não pensar. A tristeza não podia existir.
Guy Montag é um bombeiro que exercia sua profissão normalmente até conhecer Clarisse, uma garota de 17 anos que é diferente dos outros, especificamente por pensar. Após uma conversa entre os dois é que a história realmente começa.
O livro foi escrito em período pós-guerra, porém não é tão distante do atual. A alienação e a superficialidade atualmente é algo fácil de enxergar, inclusive na minha própria sala de aula, vejo pessoas em um círculo com amigos, mas nenhuma nem olha para outra, apenas para o celular. Programas de televisão e redes sociais, quando usados em excesso, podem nos tornar tão superficiais quanto as pessoas do livro.
Claramente, Fahrenheit 451 faz várias críticas que nos mostram a importância da literatura e do conhecimento para a formação de uma sociedade que sabe pensar sozinha.

Observação: Só para esclarecer, caso você esteja achando o nome do livro meio esquisito, Fahrenheit é a escala de medição de temperatura que se usa nos EUA, e 451 F (cerca de 232 C), segundo dizem, é a temperatura de ignição do papel.



2 comentários:

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