terça-feira, 26 de novembro de 2013

Eu Sou o Mensageiro de Markus Zuzak


Como autor, Markus Zuzak só precisa de poucas palavras para ser apresentado: A Menina que Roubava Livros (para minhas impressões sobre esse, clique aqui e depois aqui).
A obra em que a Morte conta a história de uma menina durante o holocausto nazista já adquiriu aquela aura de unanimidade e respeito de que os clássicos, mesmo os mais recentes, são revestidos.
Ainda que você não consiga entender exatamente qual é a graça daquele livro escrito de modo estranho, você simplesmente sorri e concorda quando dizem que é um livro maravilhoso. E isso é porque é mesmo.
O estilo do autor está depurado ali: a beleza delicada e discreta de sua escrita aliada à potência esmagadora das imagens que ele cria... Para mim, Markus é um gênio.
Gosto de como ele quebra as frases onde elas não deveriam ser quebradas e de como faz nascer poesia em lugares insuspeitos. Gosto principalmente de como ele combina as palavras de um jeito que parece perfeitamente normal e ao mesmo tempo estranho. E de como é nessa estranheza que reside a beleza de sua escrita, algo que é quase impossível de se apontar, mas mais difícil ainda de se ignorar.
E é por isso que eu preciso dizer: não se contentem com A Menina que Roubava Livros. Markus Zuzak é um autor que precisa ser lido.
"Eu Sou o Mensageiro" é um livro jovial e dinâmico e seus personagens, um jovem taxista de Sidney, seus amigos e seu adorável cachorro Porteiro - velho, fedorento e viciado em café - cativam desde as primeiras linhas.
O tal taxista, Ed Kennedy, tem 19 anos e nenhum propósito na vida. Ele é o modelo perfeito da pessoa mais ou menos, aquela que não faz mal pra ninguém, mas que também não faz diferença nenhuma. Mas é quando recebe o primeiro de quatro ases de baralho que isso começa a mudar.
Cada carta contém três mensagens enigmáticas sobre pessoas que Ed deve ajudar. E cada uma delas pontua um passo na fantástica jornada que Ed faz rumo à descoberta de si mesmo.
O livro tem um final extraordinário em todos os sentidos da palavra: fora do comum e maravilhoso. Talvez um leitor mais inexperiente não o compreenda de primeira, mas vale a pena reler essa parte quantas vezes for necessário para entender a mensagem que esteve o tempo todo ali.

Um comentário:

  1. Bom, tendo lido A Menina que roubava livros, como você sabe que li e como você sabe que efeito isso me causou, acho impossível não desejar saber, pelo menos, como seria uma outra história escrita por esse autor.
    Esse livro, Eu sou o Mensageiro, está na minha lista dos livros a serem lidos, com certeza! O melhor, é poder encontrar resenhas como essa que deixam claro se trata-se de um assunto que nos interessaria ou não.
    E esse interessa, muito!
    Bjokas e parabéns pelo blog, ele é MARA!

    ResponderExcluir

Para comentar você pode criar uma conta do Google, mas se achar mais fácil, pode selecionar a opção "Anônimo" que não te pedirão senha nenhuma. No entanto, mesmo assim, deixe seu nome no próprio comentário pra eu saber quem é você.