Will Grayson é um típico personagem de John Green garoto de poucos amigos. Na verdade, ele é um garoto de apenas um amigo: o adorável Tiny Cooper.
Tiny, a começar por seu apelido irônico (tiny significa minúsculo em inglês), é um enorme paradoxo. E quando eu digo enorme, quero dizer muito-alto-muito-forte-meio-gordo-enorme, mas Tiny tem uma alma de pavão passarinho. Ele é quarteback no time de futebol americano da escola e é também fabulosamente gay.
Ninguém é bobo de mexer com Tiny, ou com Will, que embora seja hétero, é também um nerd que tem como único amigo um homossexual assumido, mas aceitação não é bem a palavra de ordem quando se trata do Ensino Médio. Então, para a angústia de Will, Tiny planeja um musical para contar a história deles a todos. (E de melhores amigos o inferno anda sempre cheio! Rsrs.)
É através de Tiny que Will conhece uma nova amiga, Jane, que ele vai passar metade da história achando que é lésbica e a outra metade tentando se convencer de que não ama.
Filho de médicos, ele já tem seu futuro traçado e nenhuma vontade de pensar melhor a respeito.
Will Grayson é uma menino frágil e amargo. Abandonado pelo pai quando criança e extremamente solitário, Will não tem nenhum propósito na vida e luta diariamente contra o peso da depressão profunda que o acomete.
Ele só tem três pessoas no mundo: a mãe, a quem ele ama, mas ao mesmo tempo dedica um afeto irritantemente complacente; Maura, a garota que se julga sua melhor amiga e possível namorada, quando, para ele, ela não passa de um companhia conveniente para as horas tediosas da escola; e Isaac, um garoto que ele só conhece pela internet, mas por quem está completamente apaixonado.
Um nome. Duas pessoas muito diferentes. Numa noite fria de Chicago, uma coincidência improvável os une.
John Green (divo, pleno, querido) e David Levithan, um autor que eu desconhecia, mas cujo estilo peculiar e ácido me conquistou de imediato, revesam-se na construção dessa história, traçada a partir de dois pontos de vista igualmente interessantes e ricos, ainda que tão diferentes. Os dois Will Grayson têm um nome, um amigo e a reticência perigosa em seus afetos em comum. Já John e David têm a minha admiração.
Will & Will é uma delícia!

Já li tantas resenhas desse livro e muitas delas falava milhares de coisas sobre a história, geralmente muito vagas para não soltar spoilers. Mas, honestamente, a sua (pequena, simples e simpática) foi que me fez ter vontade mesmo de ler o livro. Pode ser que seja pelo seu dom, pode ser que seja pelo livro em si, mas se eu me diverti tanto com essas poucas linhas, imagine só com todas as páginas! *-*
ResponderExcluirBeijos!
Dany
http://1000-vidas.blogspot.com.br/
Pode ler, Dany. Você que gosta do John não vai se arrepender. E muito obrigada pela visita. Fico sempre feliz quando minhas palavras incentivam alguém a conhecer uma história.
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